[OPINIÃO/RELATO] Sonhos não morrem

O sonho de uma menina pode morrer por conta da sociedade, mas isso não significa que vá.


Desenho produzido por Rebeca Messias dos Santos 

Uma menina negra que sempre ouviu que nem todo lugar é para negros, poderia desistir de seu sonho, ainda mais porque seu objetivo era ser perita criminal, uma profissão muito concorrida e difícil, mas como uma garota determinada, ela luta por aquilo que seja. E porque também ouviu que “nada que é bom, vem fácil”.
Nessa vida, minha trajetória nunca foi simplesmente brincar e estudar, também foi amadurecer e ver que tudo necessita de um objetivo, ainda mais eu, uma menina, negra e que tem pais que são da classe trabalhadora.
Criança que cresceu e não pensa mais em brincar, dois irmãos, uma mãe negra e um pai branco nordestino; essa sou eu e uma parte da minha família. Sempre fui bem agitada quando criança e bem comunicativa, com aqueles olhos grandes e brilhantes, mas mudou com o tempo. Criança agitada cresceu e não é mais agitada e muito menos comunicativa. Os olhos brilhantes viraram olhos opacos, vazios, fundos de noites mal dormidas por conta da insônia.
Seu único objetivo agora é ser a melhor ou quase melhor, se esforçando ao máximo para suas notas continuarem altas e poder fazer uma faculdade boa até que o concurso de perita criminal venha e ela possa mostrar que nenhuma profissão depende de raça, classe social, sexualidade, religião, cultura ou qualquer outra coisa que não seja esforço, determinação e foco naquilo que você tem desejo de concluir. Então, tenho que lutar por aquilo que quero e vencer ultrapassando meus objetivos.


Texto por Rebeca Messias dos Santos, 8°B 2023.

Comentários