[REPORTAGEM] Racismo nas Escolas — Um Grito de Resistência e a Busca por Mudanças

 A persistência do racismo estrutural em instituições de ensino e a urgência por medidas efetivas

Foto ilustrativa

    O Racismo é uma ferida histórica que perdura no Brasil desde a época colonial e, infelizmente, encontra espaço para crescer mesmo nos tempos atuais. Apesar da abolição da escravidão em 1888, a discriminação racial persiste, inclusive nos corredores das escolas, locais destinados ao aprendizado, igualdade e cidadania.

    Na Escola Estadual José Candido de Souza, situada na Pompeia, um bairro nobre de São Paulo, relatos de alunas e funcionárias denunciam a presença do racismo em outras instituições de ensino. Rebeca, aluna do oitavo ano, compartilhou sua experiência de discriminação durante os primeiros anos numa escola particular, onde era alvo de desprezo devido à textura do seu cabelo e à cor da sua pele.

Rebeca revela que, apesar de ter sofrido racismo, nunca denunciou nenhum incidente.

    Outros relatos na escola indicam uma problemática mais ampla, que vai além dos muros da instituição. Uma funcionária, que preferiu não se identificar, contou sobre sua decisão de sair da escola em que trabalhava anteriormente devido à falta de ambiente adequado e estrutural para o trabalho.

    Numa entrevista mais ampla, essa profissional, que foi vítima de racismo cibernético, expôs as dificuldades enfrentadas ao buscar apoio. A falta de compreensão por parte de autoridades e a resistência inicial a abrir um processo revelam as lacunas no sistema de combate ao racismo.

    Ela destaca a representatividade como um ponto crucial na luta contra o racismo. No entanto, aponta que é necessário ir além, abordando questões estruturais e promovendo maior visibilidade para profissionais negros em cargos de liderança.

    No fim da entrevista, a funcionária aponta a complexidade do racismo cotidiano, muitas vezes velado. O olhar desconfiado, o tratamento diferenciado e a falta de credibilidade são aspectos que permeiam a vida dessas vítimas, inclusive no ambiente escolar. O relato destaca a necessidade de conscientização e combate a essas práticas, não apenas em termos de leis, mas também no cotidiano das relações interpessoais.


Texto por Andrew Alves, Pedro Henrique, Gustavo Brito, Carlos Carvalho, 9°C 2023

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