Jovem enfrenta descriminação racial em aplicativo de uber
Em um dia comum, o adolescente conhecido como Luís Bigode, estudante da escola José Cândido, pediu uma corrida no aplicativo digital da Uber. A corrida aparentava seguir como qualquer outra, quando de repente o motorista do carro se dirigiu ao passageiro com palavras racistas.
“Fiquei muito triste”, disse Luís Bigode após sofrer a agressão. Me senti ofendido e fiquei com medo de sair na rua, pois isso abalou minha mente.” Luís admite que na hora sentiu tanta raiva que xingou o motorista, mas agora, com a cabeça mais calma, diz preferir uma solução penal para resolver essa problemática. Isto é, racismo é crime — LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989 —, e quem o comete deve ser punido.
Esse não foi um caso isolado. A população negra é a mais afetada pela desigualdade e pela violência no Brasil, segundo alerta a Organização das Nações Unidas (ONU). No mercado de trabalho, pretos e pardos enfrentam mais dificuldades que brancos na progressão da carreira.
Uma pesquisa de 2021, realizada no Rio Janeiro, passou oito meses mapeando como o racismo se manifesta entre motoristas e passageiros da Uber. No fim, apontou que, de 43 pessoas negras, sendo 7 motoristas e 36 usuários da Uber, 56% já viveram algum tipo de experiência racista na plataforma.
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| Gráfico disponível em https://www.uber.com/pt-BR/newsroom/72-dos-brasileiros-dizem-ja-ter-presenciado-uma-situacao-de-racismo-em-seus-deslocamentos-pela-cidade-na-rua-ou-em-meios-de-transporte/ |
A população negra também sofre mais riscos de vida, podendo ser morta simplesmente por um julgamento à sua cor de pele. Um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz aponta que, entre 2012 e 2019, a taxa de mortalidade por homicídio de jovens negros foi 6,5 vezes maior que a taxa nacional. Além disso, um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) aponta que, das quase 35 mil mortes de jovens entre 2016 e 2020 no Brasil, 80% foram de negros.
Casos como o do Luís acontecem todos os dias pelo país afora. Isso mostra que, mesmo 130 anos após ser abolida a escravidão no Brasil, ainda ocorrem preconceitos. Muitos dizem que o preconceito não existe e que negros cometem racismo, isso é uma ideia que brancos tentam passar para o mundo, muntos negros acreditam que o preconceito não existe pois têm medo de serem julgados.
Texto por Luís Gustavo Rodrigues, João Vitor Rodrigues, Luis Henrique, André Silva, Henrique Pires, J. P. Farias, 9°C 2023.


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